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Tapo C200 vale a pena? Primeiro, descubra a versão

TP-Link · dentro de casa

Tapo C200 branca numa prateleira da sala, entre livros e um vaso de planta
Ângulo da lente, na horizontal
75,2°
Onde fica
dentro de casa
Noite
9 m
Rede
Wi-Fi 2,4 GHz
Som
fala e ouve

Você sabe qual Tapo C200 está comprando? A pergunta parece estranha, porque o nome na caixa é um só. Mas a C200 existe em mais de uma versão, e uma delas aceita um cartão quatro vezes maior que a outra.

Tirando esse detalhe, é a câmera que a gente indica para quase toda casa, do lado de dentro. Gira, fala, ouve, tem sirene e separa pessoa de movimento qualquer. E não pede nada de especial: uma tomada e o Wi-Fi de 2,4 GHz.

ImagemFull HD, 1920 × 1080, 15 quadros por segundo
Lente75,2° na horizontal; gira 360° para os lados e perto de 114° na vertical
Noiteinfravermelho até 9 m
Somfala e ouve; sirene de 93 dB
CartãomicroSD até 512 GB na V3 e até 128 GB na V1, vendido à parte
RedeWi-Fi 2,4 GHz, sem entrada para cabo
Lugardentro de casa, de 0 °C a 40 °C
Energiafonte de 9 V, cabo de 3 m, 2 W no uso típico
Tamanhoperto de 8,7 × 8,5 × 11,8 cm, 190 g
AssistentesAlexa e Google

A etiqueta que muda o cartão

A TP-Link publica limites diferentes de cartão para cada versão da C200: até 128 GB na V1 e até 512 GB na V3. Por fora, as duas são iguais, e os anúncios quase nunca dizem qual versão está indo para a sua casa.

Isso só importa se você pretende usar cartão maior que 128 GB. Até esse tamanho, qualquer versão grava. Acima dele, a V1 pode não reconhecer o cartão, e aí o dinheiro do cartão grande fica parado na gaveta.

Nosso conselho é simples: compre a câmera primeiro, olhe a etiqueta do aparelho ou pergunte ao vendedor a versão, e só depois compre o cartão.

O giro, por dentro

A lente da C200 vê 75,2° na horizontal de cada vez. É uma lente mais fechada que a da Intelbras iM3 C, que abre 112° parada. A diferença é que a C200 gira por motor: você aponta pelo app para a porta, para o berço, para o cantinho do cachorro.

O “360°” da caixa é a soma das posições, não o que ela vê ao mesmo tempo. A própria ficha técnica separa os dois números: 360° de cobertura e 340° de giro do motor. Na vertical, a página de apresentação fala em 114° e a tabela de especificações, em 110,8°. Seja qual for o número certo, dá para olhar do chão até perto do teto.

Na prática, isso quer dizer que uma C200 no meio da sala pode vigiar a porta de dia e o sofá à noite. Mas não os dois ao mesmo tempo. Se você precisa gravar o cômodo inteiro o tempo todo, sem ninguém mexer, a lente fixa e larga da iM3 C serve melhor.

A noite da sala

No escuro, ela acende luz infravermelha, que o olho não vê, e filma em preto e branco até 9 metros. Para dentro de casa, isso cobre com folga quase qualquer sala ou quarto. A iM3 C chega a 10 metros, praticamente o mesmo.

Os 30 metros que aparecem nas câmeras de fora não fazem falta aqui. Dentro de casa, a parede chega bem antes.

O que ela faz sozinha

A ficha lista três tipos de detecção: movimento, pessoa e choro de bebê. Separar pessoa de movimento qualquer é o que evita o celular apitar toda vez que a cortina mexe com o vento. O choro de bebê é o que faz dela uma babá eletrônica com imagem.

Dá para marcar zonas de atividade, que são as partes da imagem onde o movimento conta (a ficha avisa que isso vale só para a detecção de movimento, não para a de pessoa). E dá para marcar zonas de privacidade, partes da imagem que não são gravadas. É o jeito de deixar a câmera ligada sem filmar a cama ou o sofá.

A sirene chega a 93 dB, medidos a 10 cm, a mais alta das três Tapo desta comparação. Junto com o áudio nos dois sentidos, ela serve para afastar quem não devia estar ali, ou só para chamar o cachorro de cima do sofá.

Um aviso: a foto e o vídeo curto junto da notificação dependem do Tapo Care, a assinatura de nuvem da marca. Sem ela, o celular avisa e você abre o app para ver ao vivo ou buscar a gravação no cartão. A câmera continua funcionando, e quem tem gravador de câmeras em casa (DVR ou NVR) pode ligá-la a ele, porque ela fala ONVIF e RTSP.

A tomada e o lugar

A C200 vem com fonte de 9 V e cabo de 3 metros. Ela fica sobre um móvel ou presa no teto, e pesa 190 g. Não tem bateria nem entrada para cabo de rede: depende da tomada e do Wi-Fi o tempo todo.

No consumo, a ficha fala em 2 W no uso típico e 4,5 W no máximo. Fizemos a conta com o uso típico: 24 horas por dia, 30 dias, dá perto de 1,4 kWh por mês. É mais ou menos o que gasta uma lâmpada inteligente de 9 W acesa cinco horas por noite. Não é isso que vai pesar na conta de luz.

O que pesa é o lugar. A ficha diz que ela trabalha de 0 °C a 40 °C e não traz proteção contra água. Varanda aberta, garagem sem porta e área de churrasqueira ficam de fora. Para esses cantos, a irmã de fora é a C500.

Fica com ela se

  • você quer uma câmera de dentro que olhe para onde você mandar;
  • tem bebê ou bicho em casa e quer falar com eles pelo celular;
  • já usa outros aparelhos Tapo, ou a Alexa ou o Google;
  • quer gravar no cartão sem depender de assinatura.

Melhor escolher outra se

  • precisa ver o cômodo inteiro o tempo todo, sem girar: a iM3 C abre mais;
  • quer ampliar a imagem para ver detalhe de longe: a C210 tem 44% mais pontos;
  • a câmera vai para fora de casa, mesmo em lugar coberto;
  • o seu roteador só tem a rede de 5 GHz ligada. Nesse caso, nenhuma das cinco desta comparação conecta.

Pra quem quer uma câmera de dentro que gira, fala e avisa, sem complicação, ela atende bem. Só olhe a etiqueta antes de gastar com cartão.

O que a marca publica

Câmera TP-Link Tapo C200
Foto: TP-Link (press-kit)

O que não bate ou falta

  • Inclinação vertical: 114° na apresentação e 110,8° na tabela da mesma página.
  • O anúncio não diz a versão (V1 ou V3), e o limite do cartão muda com ela.