Conte as luzes da sua sala. A resposta muda conforme o número.
Um ponto só no teto: a nossa escolha é a Elgin Smart Color A70 15 W, a que mais ilumina das cinco, com 1.200 lúmens. Vários pontos (teto, abajur, luminária de canto): a Positivo de 9 W resolve cada um com menos luz e deixa escolher o tom do branco.
O resto da página explica por quê, e por que o número grande da caixa não é o que você deve ler.
Lúmen mede a luz. Watt mede o gasto.
| Lâmpada | Luz (lúmens) | Consumo (watts) | Luz por watt |
|---|---|---|---|
| Elgin A70 15 W | 1.200 | 15 | 80 |
| Positivo 9 W RGB | 806 | 9 | perto de 90 |
| Elgin A60 10 W | 803 | 10 | perto de 80 |
| Positivo Lite 7 W | 700 | 7 | 100 |
| Intelbras EWS 410 | não informado | 10 | não dá para calcular |
A última coluna é conta nossa: lúmens divididos por watts, os dois números da ficha. Repare que a Lite gasta 7 W e entrega 700 lúmens, quase o mesmo que a Elgin de 10 W. E a Intelbras também tem 10 W, mas a marca não informa quanta luz isso vira. Watt igual não quer dizer luz igual.
A sala de um ponto só
É a sala mais comum: uma luz no meio do teto e mais nada. Esse ponto tem de iluminar o sofá, a mesa e o canto da estante ao mesmo tempo. Aí os 1.200 lúmens da A70 fazem diferença de verdade. As outras ficam perto de 800, e a Lite em 700.
O watt maior da A70 não é truque. Ela gasta 15 W porque entrega mais luz, e o rendimento, 80 lúmens por watt, fica no mesmo nível das outras. Você paga em consumo exatamente o que leva em claridade.
O que a A70 não conta é o tom do branco. A Elgin fala em cores e em brilho regulável, mas não diz se o branco dela é quente, neutro ou frio. Na sala de um ponto só, isso pesa menos que no quarto: a luz principal costuma ficar num tom e pronto.
A sala de vários pontos
Quando a sala tem abajur, luminária de chão ou arandela, a luz se divide. Cada ponto precisa de menos, e perto de 800 lúmens já sobra. Aí a pergunta deixa de ser “quanta luz” e passa a ser “que luz”.
A Positivo de 9 W é a única das cinco que publica a faixa de branco inteira, de 2.700 K, amarelado, a 6.500 K, azulado. Com duas ou três dela pela sala, dá para montar a luz do jeito que a noite pede.
A Elgin A60 também serve nos pontos menores: tem o mesmo brilho da Positivo e corpo pequeno. Se a casa já tem a A70 no teto, colocar a A60 no abajur mantém tudo num app só. Só não espere escolher o tom do branco em nenhuma das duas.
Três noites na mesma sala
Visita chegando. Luz clara e cheia. Na sala de um ponto, a A70 no máximo. Na de vários, as Positivo num branco neutro ou frio.
Filme. Luz baixa e amarelada, longe da tela. Aqui a Positivo ganha fácil: desce até 2.700 K e baixa o brilho. A A70 baixa o brilho, mas o tom fica por conta das cores do RGB.
Jantar. Luz mais forte sobre a mesa, mais fraca no resto. Só dá para fazer com mais de um ponto, e com cenas salvas no app. A Positivo declara cenas; as Elgin falam em rotinas.
O teto e a fita métrica
A A70 é a maior das cinco: 7 cm de largura e 14,5 cm de altura. Num pendente aberto ou num plafon raso, cabe sem pensar. Num plafon fechado, num lustre de vidro estreito ou numa arandela, meça o espaço por dentro antes de comprar. A A60 mede perto de 6 × 12 cm. A Positivo e a Intelbras não publicam medidas.
O que a caixa exagera
- “16 milhões de cores.” É a conta da mistura de vermelho, verde e azul. Qualquer lâmpada colorida faz.
- “Vida útil de 25 mil horas.” A Positivo publica esse número. É uma estimativa de fábrica, não uma garantia.
- “Sem central.” É verdade, e é bom. Mas vem com um limite: a Positivo e a Elgin conectam só no Wi-Fi de 2,4 GHz.
Para quem queria luz que dança com a música, ou integrar a sala inteira por Matter ou SmartThings: nenhuma das cinco fichas cita esses recursos.
