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Philips TAT1109 vale a pena? Só se você não quiser mexer em nada

Philips · dentro do ouvido, sem fio

Par de fones pequenos pretos perto do estojo de carga aberto
Bateria
6 h no fone, 24 h com o estojo
Carga rápida
15 min dão 1 h
Dois aparelhos
não
App
não tem
Respingo
IPX4

O TAT1109 não tem app. Não deixa trocar a equalização, não deixa mudar o que cada toque faz, não recebe atualização pelo celular. O app da Philips existe, mas não reconhece este modelo.

Para muita gente, isso é defeito. Para outras, é bem o que procuram: um fone sem fio que sai da caixa, pareia e toca, sem conta, sem cadastro, sem menu. A pergunta desta página é simples: você é a primeira pessoa ou a segunda?

Formatodentro do ouvido, sem fio, com estojo
Alto-falante10 mm
Bluetooth5.4, codec SBC
Bateriaaté 6 h nos fones, 24 h no total com o estojo
Carga rápida15 minutos para 1 hora
CargaUSB-C
ÁguaIPX4, respingo
Controletoque, com modo de jogos
Appnão tem

O grave que já vem pronto

Sem app, o som que sai da caixa é o som que você vai ouvir para sempre. A boa notícia é que esse som agrada quem gosta de grave. O TAT1109 puxa forte para baixo, com batida presente em funk, sertanejo e eletrônica.

A ponteira veda bem e fica firme no ouvido, o que ajuda o grave a chegar. As ponteiras que vêm montadas são um pouco maiores que o padrão. Se apertar, troque pela menor antes de concluir que o fone é desconfortável.

O volume vai alto. Perto do máximo, o agudo começa a distorcer e o som perde qualidade. Na prática, quem ouve em volume médio não sente. Quem gosta do último risco, sente.

O reforço de grave da Philips, ligado pelo próprio fone, muda pouco, porque o grave já vem reforçado. E o “modo jogo”, que promete diminuir o atraso entre imagem e som, não faz diferença que dê para notar. Para vídeo, o atraso não incomoda.

O toque que dispara sozinho

O controle é por toque na parte de fora de cada fone. Toque leve pausa, toques seguidos trocam de música, e segurar entra em outras funções.

O problema é que o toque é sensível. Ajeitar o fone no ouvido pode pausar a música ou pular faixa sem querer. Com o tempo, você aprende a segurar pela borda. Mas no começo irrita.

Sobre o volume pelo fone, o manual traz o comando, mas nem todo mundo consegue usar no dia a dia. Conte com o volume do celular.

A bateria de verdade

A Philips promete até 6 horas no fone e 24 no total com o estojo. A nossa conta, com esses dois números, é que o estojo guarda perto de 18 horas, ou três cargas completas.

No uso de verdade, o total costuma ficar perto de 21 horas: cinco no fone e dezesseis no estojo. Há quem passe das 24, dependendo do volume. Para quem ouve uma hora e meia por dia, dá mais de duas semanas sem tomada.

Um detalhe que ajuda: a porcentagem da bateria aparece na tela de Bluetooth do celular. Você não precisa adivinhar quando carregar. O estojo tem luz que mostra o nível e tampa com ímã forte, que não abre no bolso.

A carga rápida é o ponto fraco. São 15 minutos para 1 hora de música, ou 4 minutos de uso por minuto de carga. O Redmi Buds 6 Play, por exemplo, dá 3 horas com 10 minutos. Para quem costuma esquecer de carregar, isso pesa.

A primeira carga

Os contatos do estojo vêm com uma película de proteção. Se você não tirar, o fone não carrega, e parece que veio com defeito. Antes de mais nada, abra o estojo, tire os fones e procure a película.

Quando trocar de celular

O TAT1109 conecta em um aparelho por vez, e o manual da Philips confirma isso. Não há botão de reset. Para parear com outro celular ou com o computador, segure o toque por cinco segundos, até o fone entrar no modo de pareamento.

Para quem vive entre celular e notebook, isso cansa. Quem usa só com o celular, nem percebe.

A conexão é estável no mesmo cômodo. Atravessando parede, com o celular em outro lugar da casa, pode cair. Não é fone para deixar o celular carregando na sala e ir lavar louça na cozinha.

Chamada na rua

O microfone dá conta em lugar calmo. Na rua, com vento ou trânsito, a voz chega fraca e misturada ao barulho. Não há cancelamento de ruído para a música, também: o isolamento vem só da ponteira.

Para quem atende muita ligação andando, este não é o fone. Para quem atende pouco e ouve muito, tudo bem.

Água e suor

A proteção é IPX4: aguenta respingo, chuvisco e suor leve. Dá para caminhar com ele. Não dá para lavar, nem esquecer no bolso na máquina, nem treinar pesado debaixo de sol todo dia.

Vale a pena para quem

  • quer o primeiro fone sem fio e não quer aprender app;
  • gosta de grave forte;
  • usa com um celular só;
  • ouve mais do que fala ao telefone.

Não vale a pena para quem

  • quer ajustar o som do seu jeito: o Redmi Buds 6 Play tem app com equalização;
  • faz muita ligação na rua;
  • alterna o dia todo entre celular e computador;
  • costuma esquecer de carregar e precisa de carga rápida de verdade.

Simplicidade e grave? O TAT1109 resolve. Controle, bateria maior ou ligação limpa na rua? Olhe o Redmi ou um dos fones de haste.

O que a marca publica

O que não bate ou falta

  • A página brasileira da Philips mostra a tabela de especificações vazia; os dados saem do texto da página e do manual.
  • O manual traz o comando de volume pelo toque, mas há quem não consiga mudar o volume pelo fone.
  • Peso de cada fone e do estojo.